terça-feira, 26 de julho de 2011

Eternidade



Sinopse: (...)Enquanto eu abria a porta, percebi que uma das janelas da frente estava quebrada. Entrei correndo na casa para ver se tinha alguma coisa errada, mas não tinha nada... Somente um cheiro fraco e distante de cachorro e uma... Carta.(...) 
Bella não pulou do penhasco (Lua Nova), então Alice não teve nenhuma visão dela em perigo. Edward nunca voltou e Bella seguiu com a sua vida como ele pediu, mas seu coração sempre esteve em Edward.19 ano depois, Edward não aguenta mais ficar afastado de Bella e volta decidido a tudo para tê-la de volta em seus braços. O que ele não esperava era uma carta deixada por ela.

 Eternidade

         16 de setembro de 2025

         Eu já não podia suportar mais. Hoje eu quebraria minha promessa.
         Já tinham se passado 19 anos desde que eu havia prometido para a Bella que seria como se eu nunca tivesse existido. Impossível. Eu já não agüentava viver mais um dia sem olhar em seus olhos castanho-chocolate. Não me importaria que ela tivesse envelhecido e amadurecido. Ela sempre seria a minha Bella. A coisa mais linda do meu mundo. A única coisa que eu podia esperar é que ela me perdoasse me aceitasse de volta. Nem que para isso eu tivesse que passar as próximas décadas de joelhos implorando por seu amor. Eu faria isso alegremente se precisasse.
         Assim que desci do avião em Port Angeles, corri pelas florestas rumo a Forks. Chegando a familiar cidade que a tanto tempo eu havia deixado, corri para a casa do pai da Bella – Chefe Swan –,talvez ela ainda estivesse la.
         Escalei a parede do quarto dela, da mesma forma que fiz na primeira vez em que vim aqui para vê-la dormindo. Senti como se meu coração fosse voltar a bater a qualquer momento.
         Entrei em seu quarto e olhei em volta. Estava da mesma igual a ultima vez em que estive aqui. Lembranças voaram a minha mente como em um flashbake: a primeira noite em que vim aqui e a ouvi sussurrar o meu nome durante o sono. Eu podia me lembrar daquele dia claramente.
“– Edward – Bella disse.
Eu congelei, encarando os seus olhos fechados.
Ela tinha acordado, me visto aqui? Ela parecia adormecida, mas sua voz tinha sido tão clara...
Ela suspirou calmamente, então se moveu inquieta, outra vez, rolando de lado – ainda dormindo e sonhando.
– Edward – ela murmurou suavemente.
Ela estava sonhando comigo.
Um coração morto, gelado podia bater de novo? Parecia que o meu podia.
– Fique – ela suspirou. – não vá. Por favor... não vá.” – Essa foi a noite em que descobri que a amava e que ela sentia o mesmo por mim –. A noite em que ela dormiu nos meus braços pela primeira vez nesse mesmo quarto e disse que me amava, a noite do seu desastroso aniversario de 18 anos... A noite em que pensei no certo e no errado e cheguei à conclusão de que minha existência era perigosa demais para a vida de Bella e que tinha que deixa-la antes que... Não! Parei meus pensamentos e tentei voltar ao presente.
         Olhei em volta do quarto dela e percebi que da mesma forma que ele estava tão igual, ele estava diferente. Errado. O cheiro estava errado. Tinha cheiro de poeira, mofo, do Charlie, mas o da Bella... Estava fraco. Como se houvesse anos que ela não entrasse aqui. Senti um caroço estranho na minha garganta. Um aviso, talvez.
         Tentei ignorar esse fato e levantei o assoalho do quarto e encontrei os presentes que eu e minha família demos a ela. O CD, as passagens para Jacksonville, o álbum de fotos... Peguei o álbum e virei a primeira pagina. Encontrei a foto de nós dois juntos. Ela havia dobrado a foto e colocado o meu lado virado para cima. O caroço em minha garganta pareceu inchar, tornando difícil respirar.
         Eu fui um tolo em pensar que Bella descobriria que eu havia deixado os presentes dela escondidos no chão de seu quarto, desde que eu havia prometido uma vida sem lembranças, isso nunca devia ter passado pela cabeça dela. Mas, uma parte de mim ficou decepcionada que ela não os achou.
         Eu não sabia onde Bella estava, mas sai da casa, decidido a revirar pedra por pedra desse mundo até encontrar-la.
         Resolvi primeiro ir ate a minha antiga casa, já que eu pretendia ficar aqui para procurá-la eu teria de tornar a casa habitável novamente, pois, depois de 19 anos abandonada, ela parecia uma verdadeira casa de vampiros. A pintura branca estava desbotada e manchada pelo tempo, a vegetação em torno dela havia tomado conta de tal maneira que nenhum humano teria condições de se aproximar.
         Quando eu já estava nos degraus da escada, uma onda de culpa me invadiu. Culpa por ter deixado esse lugar, que eu sentia que era minha verdadeira casa. E culpa também por ter feito minha família sair daqui também. Eu os fiz sofrer. Não apenas por separá-los – sem querer – mas também por afastá-los de Bella. Todos a amavam muito e sentiram imensamente a falta dela nesses anos. Eu não fazia nada certo.
         Enquanto eu abria a porta, percebi que uma das janelas da frente estava quebrada. Entrei correndo na casa para ver se tinha alguma coisa errada, mas não tinha nada... Somente um cheiro fraco e distante de cachorro e uma... Carta.
         Peguei o envelope com as mãos tremulas e tentei engolir o estranho caroço na minha garganta, mas parecia aumentar a cada instante. Peguei a carta que estava dentro e desdobrei o papel frágil. Era a letra da Bella. As palavras estava fracas e tremidas, tinham manchas de lagrimas por todo o papel. Podia sentir como se eu mesmo fosse chorar.
         Edward” dizia.
         “Eu cumpri minha promessa. Me mantive viva, por charlie, como você me pediu. Embora você nunca tenha mantido sua parte. Sabe, quando você prometeu que seria como se você nunca tivesse existido, era impossível. A promessa já tinha sido quebrada no momento em que foi feita. Eu de alguma forma, estava alterada por você. Confesso que no inicio eu tentei não pensar nem mesmo no seu nome, mas... foi inevitável. Eu comecei a ouvir vozes, bom, na verdade só uma voz... a sua. Isso sempre acontecia quando eu ficava em perigo, como se você ainda estivesse me protegendo ou ainda ligasse que eu estivesse viva ou morta. Fui uma idiota por chegar a essa conclusão, eu sei. Eu nunca seria boa o suficiente para você. Por isso eu cheguei a pensar que eu estava louca, mas não. Não estava louca. Eu te amava Edward. Simplesmente isso. Sempre te amei e sempre te amarei. Essa era uma coisa que pertencia ao mim e que eu carregaria para o resto da minha vida.
         Sabe, juro que tentei seguir em frente, como você. Eu me casei, e Jacob é uma pessoa maravilhosa. Sempre teve muita paciência comigo e me amou muito; apesar de que eu nunca pude corresponder esse amor como devia. Ele sempre soube de você e tentou fazer com que eu te esquecesse. Impossível.
         É incrível a forma como as coisas místicas podem me perseguir. Pouco tempo depois que comecei a namorar o Jacob descobri que, da mesma forma que a lenda dos Frios era verdadeira, a lenda dos Quileutes serem descendentes de lobos também era verdadeira. Sabe, o Jacob realmente era um lobisomem. De inicio fiquei assustada. Victória estava na floresta matando inocentes e pensei que fossem os lobos que estivessem o fazendo. Logo descobri que era o dever dele nos proteger dos vampiros. Victoria continuava a tentar me atingir, mas Jake sempre me protegia. Com o tempo, seu bando conseguiu finalmente mata-la. Foi finalmente quando uma parte de mim conseguiu ter paz. Sempre temi levar perigo a Charlie ou qualquer um que eu amasse e me aproximasse demais.
         Com o tempo, nos dois nos casamos e tivemos uma filha, Sarah. Ela é a coisa mais linda que eu já vi e é a única coisa que me alegrou desde que você se foi. Ela agora é a única coisa que me motiva a viver, por que, desde que você partiu Edward, eu praticamente não vivi. Tinha um buraco no meu peito que parecia que ia me partir em duas a qualquer momento. Eu não conseguia respirar direito, e meu coração... nem fazia idéia de onde estava.
         Mas meu coração já não é tão forte como era antes.  Medico me disse que eu tenho poucos dias de vida. Assim que soube disso pedi para Sarah levar essa carta ate sua casa. Eu sabia que um dia você voltaria e a encontraria.
         Apesar dos anos terem passado Edward, eu nunca te esqueci. Sempre que olhava para Sarah, a ficava imaginando com os seus antigos olhos verdes, que Carlisle um dia me contou que você tinha. A imaginava de pele pálida e cabelos acobreados. Imaginava como ela seria se fosse sua filha. As únicas coisas que me faziam permitir meu coração a continuar a bater era Sarah e a minha esperança de que um dia você voltaria... Voltaria pra mim.
         A única coisa que quero que saiba Edward, é que o amor que sinto por você não é uma coisa que o tempo e a distancia podem apagar. Não importa a distancia que você impôs entre nos. Eu sempre, sempre, sempre vou te amar. Isso é pra sempre.

13 de setembro de 2023
Bella Black.




         Eu não podia acreditar no que estava lendo. Tive de ler repetidas vezes, ate que as palavras fizessem algum sentido na minha cabeça.
         Então a realidade finalmente bateu. Minha Bella estava... Morta.
         Uma dor insuportável cresceu com tudo no meu peito, estilhaçando o que restava do meu coração. Um soluço começou a se formar em minha garganta e meus olhos ardiam com lagrimas que eu não podia produzir. Eu cai no chão de joelhos, esmagando a carta contra o meu rosto, tentando ao máximo absorver o que restava de seu cheiro.
         Não. Bella não podia estar morta. Isso tinha de ser um trote ou uma piada de muito mal gosto.
         Não podia ser verdade.
         Não podia, mas era.
         Era definitivamente o cheiro dela na carta. O cheiro do sangue que um dia eu tanto desejei. O sangue pelo qual eu lutei contra cada instinto meu para mante-la viva. Meu amor vivo. Uma luta em vão.
         Bem, eu não ia viver sem você”. Me lembrei de um dia ter dito isso a Bella. Foi no dia do seu aniversario de dezoito anos, enquanto assistíamos Romeu e Julieta na casa dela. “Mas não tinha certeza de como fazer... Eu sabia que Emmett e Jasper não me ajudariam... Então pensei em talvez is ate a Itália e fazer algo para provocar os volturi.”
         Eu não poderia viver em um mundo no qual ela não existia. A dor era demais para mim suportar; mesmo sabendo que, depois do que eu fiz, merecia coisa pior.
         Eu não poderia ir até os Volturi, com um dia planejei. Alice veria minha decisão e com certeza iria atrás de mim para tentar me impedir. Eu não arriscaria a vida da minha família desse jeito. Já havia feito muito mal a eles.
         Só havia um jeito. Comecei a juntar as arvores secas que estavam em volta da casa para acender uma fogueira. Eu iria me transformar em cinzas para acabar com a minha dor.
         Enquanto acendia a fogueira, imagens de coisas que nunca aconteceram vieram a minha cabeça. Coisas que teriam acontecido se eu nunca tivesse partido. Me vi colocando o anel que era de minha mãe no dedo de Bella, vi ela descendo as escadas da minha casa, de braços dados com o seu pai, vestida de branco e sorrindo para mim, vi nós dois, em uma intensa noite de amor, me vi em total desespero, mordendo seus pulsos e braços, na tentativa de forçar meu veneno dentro dela, me vi com meus braços em torno de sua cintura, olhando em seus olhos escarlate e uma linda menina entre nós. Ela tinha os olhos de chocolate, iguais aos de bella, com cachinhos de bronze que iam até a sua pequena cintura, e... Me chamava de... Papai.
         Como... Como pude ser tão estúpido por acha que estava fazendo o melhor quando a deixei? Eu destruí a felicidade de minha família, a minha própria felicidade e pior. A dela também.
         Eu tinha que acabar com isso agora. A dor estava muito alem do que eu podia suportar.
         A dança que as chamas faziam em minha frente parecia que lambiam as toras secas, que agora estalavam.
         Dei um passo para frente, me colocando diretamente dentro da fogueira. O fogo pegou em minha pele e em segundos eu estava em chamas; mas eu não as sentia. A dor em meu peito era tanta que sobrepunha as outras.
         Eu já podia sentir meu coração, a muito tempo morto, se transformando em cinzas.
         Em meio ao fogo, eu a vi. Bella surgira na minha frente, mais linda do que nunca. Minha memória não lhe fazia justiça.
         De repente me vi perdido na imensidão de seus olhos de chocolate. Ela era tão linda. Meus olhos se prendiam a cada detalhe; sua pele branca – quase translúcida –, suas bochechas, levemente rosadas, seus lábios carnudos, estendidos em um singelo sorriso, seu lindo cabelo castanho avermelhado, que caia como uma cascata pelas costas. A coisa mais linda de meu mundo.
         Ela estendeu as delicadas mãos para mim e eu as alcancei quase que instantaneamente. Como imas.
         No instante em que nossas mãos se tocaram, meu mundo voltou ao que era antes. Tinha cor, vida e Bella. O buraco em meu peito fora preenchido de tal maneira que foi como se nunca estivesse la. Eu estava completo. Bella me completava.
         Nos próximos segundos, estávamos em um local totalmente diferente. Era claro, florido e lindo.
         Então eu entendi.
         Carlisle e Bella sempre tiveram razão. Eu tinha uma alma e agora eu poderia ficar para sempre ao lado da minha Bella.
         Eu não tinha mais onde estar feliz. Tomei Bella nos braços e a beijei. Beijei como nunca pude. Nesse beijo, demonstrei a ela todo amor que guardava dentro de mim, que agora parecia maior e maior a cada instante.
         – eu te amo. – foi só o que eu pude dizer.
         – estava esperando por você Edward. Te amo muito. Você nem pode imaginar. – nesse instante, uma pequena lagrima escorreu por seu lindo rosto.
         – shh. Estamos juntos. – sussurrei enquanto secava suas lágrimas com beijos.
         – para sempre. – ela disse, simplesmente.
         Sorrimos entre o beijo.
         Agora seriamos como um só, por toda a eternidade.




BÔNUS: POV BELLA


13 de setembro de 2023


         Então era isso.
         Toda a agonia, dor e saudades que senti finalmente estavam chegando ao fim.
         Já tinha uma semana que o medico tinha me dado as noticias finais. Meu coração podia parar a qualquer momento.
         De inicio fiquei animada. Finalmente essa meia vida que eu levava desde que ele partiu finalmente acabaria. Mas quando olhei em volta, percebi o quão egoísta eu estava sendo. Desde que ele foi embora, eu praticamente não vivi, mas o tempo todo tinha pessoas em torno de mim que tentavam me ajudar como podiam. Por que me amavam.
         Meus amigos da escola que a cada ano que se passava eu me afastava mais, Charlie, que sempre esteve ao meu lado, Jacob... Já não tenho nem palavras para dizer o quanto ele me ajudou.

         Jake sempre soube de tudo sobre os Cullen e o segredo deles que eu guardava. Sempre soube do meu amor por ele.
         Seu nome, eu nunca mais pronunciei, nem em pensamentos. Meu coração sempre doía ao lembrar das feições perfeitas daquele rosto pálido, dos cabelos de bronze e dos olhos dourados que sempre me hipnotizavam.
         Sempre que meu inconsciente insistia nessas lembranças, vinham as lembranças da sua voz de veludo pronunciando as ultimas palavras mais dolorosas queele me disse.

         - Bella, não quero que você venha comigo. – Ele pronunciou as palavras de modo lento e preciso, os olhos frios em meu rosto, observando-me absorver o que ele realmente estava dizendo.
         - Você... não... me quer? – experimentei dizer, confusa pelo modo como as palavras soavam, colocadas nessa ordem.
         - Não.

         Meses depois que esse pesadelo começou, tive visões dele, toda vez que fazia algo idiota ou perigoso. Eu podia ver seu rosto brabo ou preocupado. Como se alguma forma ele ainda me amasse e se preocupasse se eu estava viva ou morta. É claro que eu sabia que isso era coisa da minha cabeça, mas... eu me sentia bem assim... fingindo.

         Depois disso, começo a me envolver com Jacob, que logo depois descubro ser um lobisomem. De alguma forma, com ele eu me sentia segura. Ele era o meu porto seguro.
         Então nos casamos e tivemos uma filha. Sarah era a coisa mais importante de meu mundo. Eu ficava imaginando... se ela fosse dele, como ela seria?
         Hoje Sarah tinha 10 anos e ainda não sabia da minha doença. Eu não queria preocupá-la.

         De repente, meu peito começou a doer. Não podia dizer se era meu coração que doía, por que desde que elepartiu, não sei mais onde meu coração esta.
         A dor foi aumentando e eu sabia que minha hora estava chegando. Jacob não estava em casa. Hoje era dia de sua patrulha pela floresta. Só estávamos eu e Sarah em casa.

         Corri para o meu quarto e peguei o primeiro papel e caneta que achei e me sentei na beirada da cama, apoiada na mesinha de cabeceira. Eu tinha que fazer essa ultima coisa antes de partir.

         Edward” – comecei. Escrever o nome que a tanto tempo não dizia nem em pensamentos, doía. Era como se uma faca fosse empurrada contra meu peito. Minhas mãos estavam tremulas enquanto tentava firmar a caneta sobre o papel.
         “Eu cumpri minha promessa. Me mantive viva, por charlie, como você me pediu. Embora você nunca tenha mantido sua parte. Sabe, quando você prometeu que seria como se você nunca tivesse existido, era impossível. A promessa já tinha sido quebrada no momento em que foi feita. Eu de alguma forma, estava alterada por você. Confesso que no inicio eu tentei não pensar nem mesmo no seu nome, mas... foi inevitável. Eu comecei a ouvir vozes, bom, na verdade só uma voz... a sua. Isso sempre acontecia quando eu ficava em perigo, como se você ainda estivesse me protegendo ou ainda ligasse que eu estivesse viva ou morta. Fui uma idiota por chegar a essa conclusão, eu sei. Eu nunca seria boa o suficiente para você. Por isso eu cheguei a pensar que eu estava louca, mas não. Não estava louca. Eu te amava Edward. Simplesmente isso. Sempre te amei e sempre te amarei. Essa era uma coisa que pertencia ao mim e que eu carregaria para o resto da minha vida.
         Sabe, juro que tentei seguir em frente, como você. Eu me casei, e Jacob é uma pessoa maravilhosa. Sempre teve muita paciência comigo e me amou muito; apesar de que eu nunca pude corresponder esse amor como devia. Ele sempre soube de você e tentou fazer com que eu te esquecesse. Impossível.
         É incrível a forma como as coisas místicas podem me perseguir. Pouco tempo depois que comecei a namorar o Jacob descobri que, da mesma forma que a lenda dos Frios era verdadeira, a lenda dos Quileutes serem descendentes de lobos também era verdadeira. Sabe, o Jacob realmente era um lobisomem. De inicio fiquei assustada. Victória estava na floresta matando inocentes e pensei que fossem os lobos que estivessem o fazendo. Logo descobri que era o dever dele nos proteger dos vampiros. Victoria continuava a tentar me atingir, mas Jake sempre me protegia. Com o tempo, seu bando conseguiu finalmente mata-la. Foi finalmente quando uma parte de mim conseguiu ter paz. Sempre temi levar perigo a Charlie ou qualquer um que eu amasse e me aproximasse demais.
         Com o tempo, nos dois nos casamos e tivemos uma filha, Sarah. Ela é a coisa mais linda que eu já vi e é a única coisa que me alegrou desde que você se foi. Ela agora é a única coisa que me motiva a viver, por que, desde que você partiu Edward, eu praticamente não vivi. Tinha um buraco no meu peito que parecia que ia me partir em duas a qualquer momento. Eu não conseguia respirar direito, e meu coração... nem fazia idéia de onde estava.
         Mas meu coração já não é tão forte como era antes.  Medico me disse que eu tenho poucos dias de vida. Assim que soube disso pedi para Sarah levar essa carta ate sua casa. Eu sabia que um dia você voltaria e a encontraria.
         Apesar dos anos terem passado Edward, eu nunca te esqueci. Sempre que olhava para Sarah, a ficava imaginando com os seus antigos olhos verdes, que Carlisle um dia me contou que você tinha. A imaginava de pele pálida e cabelos acobreados. Imaginava como ela seria se fosse sua filha. As únicas coisas que me faziam permitir meu coração a continuar a bater era Sarah e a minha esperança de que um dia você voltaria... Voltaria pra mim.
         A única coisa que quero que saiba Edward, é que o amor que sinto por você não é uma coisa que o tempo e a distancia podem apagar. Não importa a distancia que você impôs entre nos. Eu sempre, sempre, sempre vou te amar. Isso é pra sempre.

13 de setembro de 2023
Bella Black.

         Cada palavra que escrevia nessa carta era verdadeira. Sim. Hoje era 13 de setembro. Hoje eu fazia 34 anos. Mas desde que Edward – ainda doía dizer o nome dele – foi embora, preferia deixar essa data passar em branco. Para mim, ela só me fazia lembrar do dia em que ele foi embora.
         Dobrei o papel que já estava manchado com as minhas lagrimas lacrei em envelope, escrevendo apenas “Para Edward Cullen” nele.
         Minhas mãos ainda estavam tremulas e a dor em meu peito estava cada vez mais forte. Tomei um fôlego e chamei minha filha com uma voz fraca ate para mim.
         - Sarah. – chamei baixinho.
Em poucos segundos ela chegava, meio tímida em meu quarto.
- sim mamãe?- ela perguntou.
- preciso te pedir um favor. Mas você tem que me prometer que não ira contar nada ao seu pai e nem a ninguém.
Ela apenas acentiu com a cabeça.
- você se lembra de um casarão branco que tem abandonado, que fica um pouco distante de Forks? – perguntei a ela.
- aquele que fica no lado do limite que os anciãos proibiram de ir?
- esse mesmo. Quero que você vá la e deixe esse envelope para mim dentro da casa. Mas ninguém pode saber. Por favor?
Ela apenas pegou a carta e saiu. Eu não sabia se um dia Edward voltaria, mas se ele voltasse, encontraria essa carta e teria a certeza de que, mesmo ele não me amando, eu sempre seria perdidamente e irrevogavelmente apaixonada por ele.
Foi com esse pensamento que tudo ficou escuro.
 

Fim...
ou não....? 

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